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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estilos de Bonsai


Durante nossas vidas nos acostumamos a ter a companhia das arvores e muitos são os momentos em que elas fazem parte dos lugares onde estamos e passamos. Parece que sua presença causa um certo bem estar nos seres humanos, o que não é nenhum absurdo, afinal as arvores são tão seres vivos como nós e habitaram  a terra durante toda nossa existência.
Não existe critério em arte. É obvio que qualquer árvore, plantada em qualquer recipiente pode ser chamado de bonsai. Mas também deve ficar claro que as semelhanças com formas que já conhecemos a gerações (formas naturais) são mais agradáveis.
Uma das conveniências da classificação dos estilos na arte bonsai é que de alguma maneira nós já vimos vários estilos naturais de árvores ou lugares em que as composições naturais envolvem árvores. Estamos acostumados a vê-las !
As árvores e suas formas particulares nos fornecem modelos do que pode ser um bonsai.
CHOKKAN


Um tronco ereto, vertical, é basicamente o estilo CHOKKAN.
Os galhos devem ser arranjados alternadamente um de cada
lado com o terceiro sempre para a parte posterior da árvore.
Os galhos irão diminuindo de tamanho a medida que ficam mais
altos. É aceita uma pequena inclinação. Árvores mais velhas
poderão ter os galhos rebaixados, enfatizando a idade da
árvore que mostra sentir o peso dos anos que passaram. Para
iniciar na Arte Bonsai todos deveriam começar com este estilo
e, quando tiverem muitos anos praticando voltar a êle.
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MOYOGI - Ereto informal
Esta é uma variação do estilo acima mas com a vantagem
de ser muito mais fácil de desenvolver. A estrutura dos galhos
deve seguir as mesmas condições comentadas acima mas
o tronco fará algumas curvas. Os galhos devem sair da parte
externa das curvas. O visual ficará mais harmônico se o
ápice fizer uma pequena inclinação para frente, assim
como uma reverência ao observador.


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SHAKAN - Inclinado


Shakan, é uma outra variação do estilo CHOKKAN, com a 
diferença de que não é vertical e o tronco poderá ter algumas 
curvaturas ou seja, não é necessário ser reto. É importante 
observar que as raízes devem ter mais força no lado contrário 
da queda da árvore. Isto mostrará que a árvore se adequou 
para sustentar-se. O nebari, que é o ponto de encontro do 
tronco com o solo, é bastante significativo neste caso. 
Observe a figura ao lado. Este estilo ocorre com frequência na 
Natureza.


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HAN-KENGAI - Semi-cascata
Este estilo, Han-Kengai, é facilmente encontrado em 
precipícios montanhosos ou precipícios a beira-mar. Simboliza 
árvores que se agarram a uma face de precipício onde elas são castigadas pela neve e vento.
O estilo cascata é muito popular na China. 
A regra que não ser quebrada é a de que o ponto mais baixo 
da árvore deve estar abaixo da borda do vaso mas, acima do 
fundo do vaso.
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KENGAI - Cascata


O Kengai, tem as mesmas características do Han-Kengai.
O estilo cascata é muito popular na China. Entretanto as 
cascatas japonesas tem a aparência mais suave comparada 
com as dramáticas cascatas chinesas.
A regra que não pode ser quebrada, neste estilo, é a de que o 
ponto mais baixo da árvore tem que estar abaixo da base do 
vaso.
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Na cascata tradicional, o ápice invertido deve estar 
diretamente abaixo do centro do tronco. Veja figura ao lado.






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FUKINAGASHI - Varrido pelo vento


Embora perceba-se neste estilo um dos mais naturais 
apresenta também, por assim dizer, um efeito, drámatico. A 
árvore foi açoitada pelo vento durante muito tempo e seus 
galhos e mesmo seu tronco acompanham a direção do vento. 
Não existem regras para o desenho do tronco ou dos galhos e, 
por isto mesmo, esta liberdade faz com que seja difícil 
apresentar um trabalho harmonioso e agradável.
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Ao lado, na imagem, percebe-se o movimento do vento, 
contínuo. Estas condições são observadas facilmente no alto 
das montanhas ou nas regiões litorâneas.





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BUNJING - Literati


Este estilo objetiva representar a antiga caligrafia chinesa. Parece ser o único estilo que não tem uma representação na 
Natureza. O ponto central deste estilo está no tronco e em 
suas curvas. Os galhos estão limitados a parte final da árvore, 
delicados e sugestivos. O aspecto saudável das folhagens 
mostrará uma árvore bem cuidada. A palavra "Literati, é 
derivada da elite intelectual da antiga aristocracia chinesa. A 
criação deste estilo permite a liberdade de expressão do 
artista mas, é indicada apenas para os bonsaístas que já 
adquiriram o domínio de todos os outros estilos.
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SOKAN - Tronco duplo
No estilo Sokan as raízes (o nebari) são as mesmas para os 
dois troncos diferentemente do que acontece no Estilo SOJU, 
onde as raízes de cada árvore são independentes.
É um dos lindos estilos observados pela comparação que pode 
ser feita de dois parceiros trabalhando juntos. Um casal,  a 
mãe e o filho. Dentro do estilo Sokan, as árvores poderão ter 
as características dos outros estilos como Moyogi, Shakan, 
etc.


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SEKIJOJU - Raiz abraçada a rocha


Este estilo é verificado em beira de rios e locais onde as 
rochas vão sendo desgastadas e deixando as raízes expostas 
que vão se desenvolvendo sobre as mesmas.
É importante neste estilo que as raízes estejam bastante 
firmes na rocha e de forma natural. A árvore por si pode ter 
qualquer estilo, embora fique menos agradável o Estilo 
Vassoura (Hokidashi) e o Ereto formal (Chokkan).
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HOKIDACHI - Vassoura
Todos os galhos se iniciam a partir de um tronco vertical sendo
subdivididos até seus pontos extremos.
Considerado um dos estilos mais belos é também um dos mais 
delicados no arranjo da fina rede de pequenos galhos que se 
mostram no período do Inverno. Para este estilo as árvores 
decíduas (Caducas) são as mais adequadas por terem, 
naturalmente, estas características.
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YOSE UE - Floresta



Este estilo pode conter a partir de 3 árvores. É importante 
observar que um bosque ou floresta com mais de 7 árvores 
dará mais veracidade ao estilo. A observação do número ímpar 
favorece a harmonia do conjunto. Para quantidades acima de 
21 esta característica (Ímpar) torna-se desnecessária. É 
importante a colocação das árvores de maneira que se 
evidencie a profundidade e perpectiva. Olhando-se de frente 
não se deve deixar que um tronco se interponha a outro.
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NEAGARI - Raiz exposta



É muito comum vermos em nosso País, nos mangues ou em 
beira de rios este estilo mostrado em toda a sua beleza. O 
solapamento das margens dos rios e mangues, pelas águas, vai expondo as raízes criando o Estilo raiz exposta. Quanto mais 
velhas estiverem as raízes, quanto mais dramático for o 
desenho da árvore, mais expressão se consegue no resultado 
deste estilo.
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Fonte e Agradecimentos:
http://www.atelierdobonsai.com.br/
http://www.bonsaikai.com.br/
http://bonsaishiratori.blogspot.com/

domingo, 12 de junho de 2011

História do Bonsai

O bonsai e o penjing estão diretamente ligados a criação dos Jardins que possuem valor não em sua grandeza, mas no dinamismo e na beleza com que atingem a  nossa imaginação.
Recentemente buscando me aprofundar mais na arte do Bonsai fiz um curso e obtive a informação histórica  que o Bonsai tambem era oferecido como um presente aos Imperadores do Oriente, como a população mais carente não poderia oferecer presentes caros a realeza, eles buscavam na natureza o desafio de escalar montanhas e em lugares inóspitos capturar as pequenas arvores que se desenvolviam com poucos nutrientes e se tornavam adultas, assim colocadas em recipientes essas pequenas arvores eram tidas como presentes preciosos.
Bom e através de uma pesquisa aprofundada no assunto descobri varias curiosidades sobre a historia do bonsai, achei bem interessante e resolvi postar com algumas imagens de pinturas antigas que demonstram o valor dessa arte.

                                                 Ficus benjamina
Apesar de ser conhecido como uma arte japonesa, sabe-se que o costume de miniaturizar árvores surgiu na China, de onde foi levado provávelmente junto com o budismo para o Japão. A palavra Bonsai deriva da palavra chinesa pun sai. Ainda hoje existe a linha chinesa de bonsai chamada penjing, que segue padrões e estéticas diferentes dos modelos japoneses.
Esta arte de cultivar minúsculas plantas nasceu na China, há cerca de três mil anos. A data e o local corretos em que o primeiro bonsai foi cultivado são imprecisos, mas a história conta que as famílias, durante o Inverno, perdiam algumas das suas plantas favoritas. Infelizes com esse tipo de incidente, elas aos poucos desenvolveram técnicas que permitiam conservar as árvores livres dos estragos provocados pelo frio. Foram muitos anos de tentativas frustradas até os chineses conseguirem cultivar as árvores em bandejas.
Suzuki Harunobu, mid-18th cent. 
A introdução dos bonsai no Japão é um ponto de muita discussão, mas a mais forte corrente acredita que a chegada ocorreu durante a dinastia Yuan, na China, entre os anos 1280 e 1368, quando os dois países fizeram grande intercâmbio. É dessa época, 1309, o "Kasuga-gongen-genki", uma pintura em pergaminho do artista Takashina Takakane que mostra uma celebração em frente a um templo budista com um bonsai ao fundo. Esse mesmo quadro é o alvo das controvérsias, já que retrata uma paisagem do período Heian, de 794 a 1192, ou seja, os bonsai podem ser mais antigos no Japão do que se presume atualmente.
Kasuga-gongen-genki (detail)
A primeira menção registada de bonsai data da Era Kamakura no Japão, período da história que vai de 1192 a 1333. Nos pergaminhos do sacerdote Honen, que viveu na época, constam ilustrações de árvores em miniatura, plantadas em bacias e expostas em prateleiras. Vários outros textos escritos durante esse período mencionam plântulas de árvores e outras plantas colhidas nos campos e montanhas e transformadas em bonsai. A famosa peça teatral Hachi-no-ki, que trata de temas da Era Kamakura, faz referência específica a ameixeiras, cerejeiras e pinheiros plantados em vasos. Por todos esses factos, acredita-se que a arte do bonsai já era apreciada pela nobreza japonesa há pelo menos 800 anos.


Utagawa Kunisada (1786-1864) 

Durante a Era Edo, que vai de 1615 a 1867, a jardinagem e os vasos de plantas, em especial as floríferas e as espécies com folhas coloridas, eram de extrema popularidade no Japão. No entanto, evidências indicam que o interesse maior pelo bonsai aumentou só no final dos anos Edo, quando as árvores estranhamente deformadas eram, por puro equívoco, consideradas bons exemplares de bonsai. Essa tendência à deformidade logo foi corrigida e o bonsai ressurgiu como expressão de saúde e beleza natural.
Suzuki Harunobu, c.1770 
Em 1914, para dar cobertura ao crescente interesse do público por esta arte, aconteceu no Japão a primeira Exposição Nacional de Bonsai. Vinte anos depois, o Museu Metropolitano de Arte de Tóquio instituiu uma exposição anual, que é realizada até ao presente. Tempos mais tarde, numa iniciativa da Fundação Takagi, destinada a promover, entre outras coisas, exposições permanentes de bonsai, foi inaugurado nos arredores da capital japonesa o Museu Takagi da Arte do Bonsai.


O bonsai passou a ser popular nas grandes cidades carentes do contato com a Natureza. Logo, tornou-se um hobby que se espalhou por diversos países. No Brasil não é diferente. Muitas pessoas dedicam anos para dar a forma envelhecida às suas plantas, inclusive muitas nativas. Afinal, num país tropical com tantas espécies de árvores, nada mais justo do que se aventurar pelo mundo do bonsai.



                                                                                    Shimpaku -estilo Fukinaghasi


                                                                                                                Azalea

                                                                   Tuia Azul - det. aramação buscando forma
Fontes
 www.projetobonsai.com
ameliapalmela.webnode.com
www.phoenixbonsai.com